01/10/2015

Casa de Antelagar, Paço de Sousa








A casa onde nasce Teresa Ferreira Rodrigues, sendo a casa de família do pai, António Joaquim Ferreira Coelho, avô Joaquim Ferreira  e bisavô  Lourenço Ferreira; da trisavó, quarta e quinta  avós, respectivamente  Maria Coelho, Catarina Brandão,  Maria Brandão, dos seus 6.ºs avós  Vicente Álvares e Escolástica Brandão, o primeiro casal referido como morador em Antelagar, nascidos no primeiro quartel do século XVII.

Escolástica Brandão, nascida em Fonte Arcada, e aí baptizada no dia de São Tiago, 25 de Julho de 1623, onde moravam seus pais, Diogo Barbosa e Antónia de Leão.
Escolástica Brandão, em certos registos referida como Escolástica Barbosa, casou com Vicente Álvares, de São Lourenço, Paço de Sousa. (conforme assento em anexo em que é padrinho a 17.2.1647), neto de Pantaleão Álvares.

Pantaleão Álvares é referido no livro de prazos da Mesa Abacial de Paço de Sousa como morador no casal de São Lourenço  assim como a sua filha Ana Álvares, com o prazo de propriedade da vessada de Antelagar. ( conforme extracto em anexo.)

Os avós de Escolástica, Francisco Brandão Borges e Maria da Fonseca, são  referidos no mesmo livro como moradores no casal das Berbedes e com prazos de terras em Antelagar, sendo o casal das Berbedes propriedade herdada tanto por Teresa Ferreira Rodrigues como por  Jaime Monteiro de Aguiar, seu   filho.

A partir de 1905 Teresa Ferreira Rodrigues e o marido Ramiro Monteiro de Aguiar, que haviam morado desde o seu casamento na Casa do Bairro, em Galegos, onde nasceram os filhos, passam a morar na Casa de Antelagar, onde vêm a falecer, estando sepultados em Paço de Sousa, assim como os pais, avós paternos de Teresa, e os filhos Jaime, António e Maria, de acordo com documento escrito pelo Padre José Monteiro de Aguiar e correspondência de pai para o filho Jaime, pertencentes ao arquivo da casa.
Teresa Ferreira Rodrigues morre em 12.12.1913 e o marido sobrevive-lhe perto de 8 anos, aí morador, onde vem  a falecer em 5.8.1921.



                                                     Os irmãos Teresa Ferreira Rodrigues
                                           e Joaquim Ferreira Rodrigues, nascidos em Antelagar.






A  Casa de Antelagar reúne na sua história inicial, nas suas grossas paredes graníticas, genes de famílias já ligadas entre si  anteriormente à sua existência.
Inicia-se reunindo descendente de Pantaleão Álvares e Isabel Pires, do casal de São Lourenço, com  descendente de Francisco Brandão ( Borges) e Maria da Fonseca, do casal das Berbedes, qualquer deles proprietários de prazos de terras em  Antelagar, conforme fontes documentais confirmam – respectivamente os netos Vicente Álvares e Escolástica Brandão ( Barbosa ). (Francisco Brandão era falecido antes de se iniciarem os assentos de óbito em Paço de Sousa, pois era daí natural e os seu óbito não se encontra registado, assim como o da sua mulher, não se encontrando igualmente o nascimento de nenhum dos seus filhos.)
Continua nas mãos de sua filha Maria Brandão casada com Manuel Álvares (Ferraz).
Segue-se Catarina Brandão casada em Cête com Manuel Coelho da Silva, da Casa do Coelho, trazendo a família Coelho, proveniente de um primeiro  Roque Coelho, cuja mulher, Inês de Beça, descende  de Pedro de Leão e de uma das suas mulheres, Inês de Beça, moradores em Rans,  Beco.
Maria Coelho, sua filha acrescenta o apelido Ferreira, pelo casamento com Manuel Ferreira que, por um dos seus ramos provém de Joana da Fonseca, por sua vez com ascendência em Pedro de Leão, já referido, e  sua outra mulher Beatriz da Fonseca, ela da quintã da Lágea em Parada de Todeia, sendo que neste casal Pedro de Leão e Beatriz da Fonseca se encontra ainda muito provavelmente a origem genealógica de Maria da Fonseca, do casal das Berbedes, ao que muitos indícios indicam irmã de António Leão da Fonseca, Francisco Leão da Fonseca, os dois moradores em Parada de Todeia, Lágea e Violante da Fonseca, moradora no casal do Beco em Rans.
Segue-se Lourenço Ferreira casado com  Custódia Maria de Oliveira, com ascendência em Francisco de Morais e Maria Barreto, da Quinta do Pinheiro em Cête, e sua filha Maria Barreto de Morais casada com Vicente Carneiro Borges, sendo o irmão de Maria - Diogo de Morais - casado com Escolástica Brandão, das Berbedes.
Joaquim Ferreira e Teresa Coelho, com origens nos Moreira de Gandra, Casa da Lousa.
António Joaquim Ferreira Coelho casado com Lourença Rodrigues Moreira, ela também dos Moreiras de Gandra, através do filho Gaspar Moreira casado na Quinta da Vila em Urrô ( A família Moreira de Urrô encontra-se interligada de igual forma com os Leão da Fonseca de Rans, Beco), assim como Morais e Ferreira.
Teresa Ferreira Rodrigues, casada com Ramiro Monteiro de Aguiar, com alguns apelidos comuns nomeadamente Barbosa.
Jaime Monteiro de Aguiar e sua filha Druzila Monteiro de Aguiar, casada com Aloísio Vieira Campos, igualmente com ascendentes comuns, que incluem Pedro de Leão e Maria de Beça, Pedro de Leão e Maria da Fonseca, ainda  Gaspar Moreira e Brites Duarte de Gandra e outros.





  Jaime Monteiro de Aguiar 



                                                Jaime e seu pai Ramiro Monteiro de Aguiar

                                           Algumas fontes, objecto de consulta:



                                                        http://purl.pt/14779













                                                Francisco Brandão Borges e sua mulher Maria da Fonseca
                                                 moradores no casal das Berbedes.

                                                Terras de Antelagar, quer  de Francisco Brandão
                                                 quer de Pantaleão Álvares, contíguas.







                                             




                                     


                                       
 João Brandão, filho de Diogo Barbosa 
e Antónia de Leão, seu casamento em 17.11.1647



       Casamento de Maria Barbosa, filha de 
João Brandão 
e Antónia de Leão, em 1686


Em Fonte Arcada, o casamento de Vicente Álvares 
e Escolástica Brandão a 10.2.1643:




                           Recebi Bisente Alvres morador em paso de sousa cõ escolastica
                    f.ª de diogo barbosa e de sua mulher Ant.ªde Lião
                  forão padrinhos  L.co de Araújo e Cn.a Rebela



Escolástica Brandão é baptizada em Fonte Arcada 
a 25.7.1623, lugar onde moravam seus pais.

Ana, filha de Diogo Barbosa e Antónia 
de Leão, de Vales de Fonte Arcada, cujos
padrinhos são Diogo de Morais 
e sua filha Jerónima de Morais, de Seite( Cête), baptizada a 30.9.1640 
( Diogo de Morais é casado com Escolástica Brandão,
 irmã de Antónia de Leão.)

Diogo de Morais ( Cogominho) e Escolástica Brandão, para além de Jerónima de Morais * Cête 11.9.1611, aqui referida neste assento, têm ainda como filhos Escolástica Brandão *Peso da Régua, Sedielos 7.3.1615; Maria Barreto de Morais, casada em Cête a 9.5.1641; Sebastiana de Morais Barreto, casada em Cête a 2.2.1660 com Domingos Ferreira da Fonseca, outro ascendente colateral de Padre Américo e Diogo de Morais Brandão, crismado em Cête a 24.10.1621, padre.
 A Casa do Pinheiro em Cête, dos Morais Barreto, e a Casa do Outeiro, também em Cête, dos Ferreira da Fonseca são casas da ascendência do Padre Américo, conforme os posts  Morais e Barreto, e Ferreira, Fonseca, Barbosa e Leão, por vários ramos.

No baptismo da filha Antónia, aos 20 de Janeiro de 1630, 
padrinho Manuel Velho Freire, de Urrô, Quinta da Vila.


Em 1622 nasce Francisco Brandão, irmão de Escolástica Brandão, 
sendo baptizado pelo  Padre Bento Brandão


O Padre Bento Brandão era este, aqui referido em documento de 1618, Bento Brandão Borges, como se vê, filho de Francisco Brandão Borges e Maria da Fonseca , de Paço de Sousa.







Por estes documentos, o Padre Bento Brandão Borges e Escolástica Brandão, casada em Cête com Diogo Gomes de Morais, da Quinta do Pinheiro são irmãos e filhos de Francisco Brandão Borges e sua mulher Maria da Fonseca, moradores em Paço de Sousa, no casal das Berbedes.

Embora os assentos de Paço de Sousa se iniciem tardiamente, podemos, pelos nomes ou pelos nomes e lugares saber outros irmãos dos mesmos, consultando livros de baptismos e casamentos.
Desde logo Susana Brandão da Fonseca, das Berbedes, referida, entre outros, no assento de baptismo de gémeas a 20.3.1651, sendo dado por pai das mesmas o seu filho Francisco Brandão, que casa a 5.9.1655. Susana Brandão da Fonseca era casada com Belchior Pacheco de Bulhões, ficando os seus óbitos registados nos assentos.
Temos ainda a 3.3.1652 o casamento de Maria da Fonseca, filha de Francisco Brandão( Borges) e Ana Vieira. Este Francisco Brandão, assim referido neste assento, tal como o pai assim era referido no Tombo da Mesa Abacial, é ao que tudo indica também seu irmão. Aparece referido em Fonte Arcada, freguesia contígua, onde morava sua irmã Antónia de Leão, casada com Diogo Barbosa.

Brites de Leão, mãe de Maria da Fonseca casada a 17.7.1645 em Paço de Sousa, é certamente outra irmã. Madrinha Isabel Borges, dona viúva.

Brites sugestivamente tal como Brites da Fonseca, da Quinta de Lágea em Parada de Todeia casada com Pedro de Leão, da Quinta do Beco em Rans, Brites tal como a filha destes Brites de Leão casada com Gaspar Barbosa, da Quinta de Lágea. 


Os primos de Parada de Todeia, padrinhos de Bento, filho de Escolástica Brandão e Vicente Álvares.


Diogo Barbosa é várias vezes antes do seu casamento padrinho em baptismos efectuados em Fonte Arcada. O seu casamento com Antónia de Leão não se encontra nessa freguesia, dado a noiva ser natural de Paço de Sousa, irmã de Francisco, Susana, Bento, Escolástica, entre outros. 

Em baptismo em Fonte Arcada, a 6.1.1653, de Gaspar, o padrinho é Francisco Brandão e a madrinha, referida como sua irmã,  Antónia de Leão. Ora Diogo Barbosa e Antónia de Leão baptizaram 3 filhas Antónias, nascidas na década de 30 e 2 filhos Franciscos, nascidos na década de 20, pelos que os padrinhos deste Gaspar poderão ser seus filhos, ou poderá mesmo ser a própria mãe Antónia de Leão e seu irmão Francisco Brandão; o pai destes, Francisco Brandão, das Berbedes, nunca pode ser uma vez que o seu óbito ocorreu antes dos primeiros assentos de Paço de Sousa, que se iniciam em 1641 ( Foi homem que teve filhos no início da década de 90 do século XVI, pelo que terá nascido  o mais tardar nos finais da década de 60.).
Francisco Brandão Borges foi padrinho em Melres a 25.1.1596 de António filho de Domingos Brandão conforme imag 250   http://pesquisa.adporto.pt/viewer?id=539527










Doc.da Casa de Antelagar, páginas 1 e 2.

1686. Outro documento da casa, o primitivo emprazamento da Devesa de São Lourenço a Bento, solteiro, filho de Francisco Fernandes e sua mulher, já falecida, Isabel de Araújo. (Nota: A filha de Pantaleão Álvares e Isabel Pires, Ana Álvares era casada com Sebastião Fernandes.)



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